DIA ESPECIAL: DIA MUNDIAL DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA!(17/10)
Caros Bloguista!
Desta vez, pra assinalarmos o Dia Munidial da Erradicação da Pobreza, escolhemos um poema de António Aleixo. Sabemos bem que não é um poema intrinsecamente belo. Mas quem disse que a poesia estava obrigada a falar sempre das coisas belas?!?ProfAnónima
«A Torpe Sociedade onde Nasci
I
Ao ver um garotito esfarrapado
Brincando numa rua da cidade,
Senti a nostalgia do passado,
Pensando que já fui daquela idade.
II
Que feliz eu era então e que alegria...
Que loucura a brincar, santo delírio!...
Embora fosse mártir, não sabia
Que o mundo me criava p'ra o martírio!
III
Já quando um homenzinho, é que senti
O dilema terrível que me impôs
A torpe sociedade onde nasci:
— De ser vítima humilde ou ser algoz...
IV
E agora é o acaso quem me guia.
Sem esperança, sem um fim, sem uma fé,
Sou tudo: mas não sou o que seria
Se o mundo fosse bom — como não é!
V
Tuberculoso!... Mas que triste sorte!
Podia suicidar-me, mas não quero
Que o mundo diga que me desespero
E que me mato por ter medo àmorte.
Antonio Aleixo
NB:AINDA ONTEM SAIU MAIS UM ESTUDO (prático) SOBRE AS DESIGUALDADES SOCIAIS EM PORTUGAL. MUITO POSSIVELMENTE FARIA MAIS SENTIDO COLOCARMOS AQUI UM RESUMO DESSE ESTUDO, MAS FOMOS BUSCAR ANTÓNIO ALEIXO POIS ELE DIZ AS COISAS DE UMA FORMA QUE CERTAMENTEMENTE "AGRADARÁ" A MAIS GENTE.
Caros Bloguista!
Desta vez, pra assinalarmos o Dia Munidial da Erradicação da Pobreza, escolhemos um poema de António Aleixo. Sabemos bem que não é um poema intrinsecamente belo. Mas quem disse que a poesia estava obrigada a falar sempre das coisas belas?!?ProfAnónima
«A Torpe Sociedade onde Nasci
I
Ao ver um garotito esfarrapado
Brincando numa rua da cidade,
Senti a nostalgia do passado,
Pensando que já fui daquela idade.
II
Que feliz eu era então e que alegria...
Que loucura a brincar, santo delírio!...
Embora fosse mártir, não sabia
Que o mundo me criava p'ra o martírio!
III
Já quando um homenzinho, é que senti
O dilema terrível que me impôs
A torpe sociedade onde nasci:
— De ser vítima humilde ou ser algoz...
IV
E agora é o acaso quem me guia.
Sem esperança, sem um fim, sem uma fé,
Sou tudo: mas não sou o que seria
Se o mundo fosse bom — como não é!
V
Tuberculoso!... Mas que triste sorte!
Podia suicidar-me, mas não quero
Que o mundo diga que me desespero
E que me mato por ter medo àmorte.
Antonio Aleixo
NB:AINDA ONTEM SAIU MAIS UM ESTUDO (prático) SOBRE AS DESIGUALDADES SOCIAIS EM PORTUGAL. MUITO POSSIVELMENTE FARIA MAIS SENTIDO COLOCARMOS AQUI UM RESUMO DESSE ESTUDO, MAS FOMOS BUSCAR ANTÓNIO ALEIXO POIS ELE DIZ AS COISAS DE UMA FORMA QUE CERTAMENTEMENTE "AGRADARÁ" A MAIS GENTE.