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domingo, 23 de outubro de 2016

(24)AUTÁRQUICAS/17: O QUE MUDA PRÓS MOVIMENTOS DE CIDADÃOS? (vamos ver...)

[CAROS BLOGUISTAS: A MENOS DE 1 ANO DAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS AINDA ESTÃO POR DEFINIR ALGUNS ASPECTOS, NOMEADAMENTE AS EXIGÊNCIAS FEITAS AOS CHAMADOS "MOVIMENTOS DE CIDADÃOS". AQUI FICA UM TEXTO ONDE NOS FALA DISSO MESMO!ProfAnónima]

«No Parlamento, o PSD considerou que as alterações à lei autárquica são "um fato à medida de Rui Moreira. O CDS falou "em ajuste de contas" perante as "dificuldades" do PSD em encontrar candidato. O tom surpreendeu, pela dureza. 
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O deputado Paulo Rios do PSD criticou PS, CDS e BE de estarem a legislar "um fato à medida" do autarca do Porto, Rui Moreira. O PSD acusa o PS, CDS e BE de subserviência ao autarca

"Não aceitamos rever a lei desta forma, com candidaturas autárquicas no terreno, a meia dúzia de meses de apresentação formal de candidaturas, a toque de caixa e com fatos à medida para resolver problemas circunstanciais de reeleição de quem já foi eleito com esta mesma lei", avisou o deputado do PSD.

Paulo Rios acusou PS, CDS e BE de "subserviência e adulação" perante o email recebido, em setembro e onde Rui Moreira critica a obrigatoriedade de os candidatos independentes apresentarem com muita antecedência o nome de todos os candidatos e não apenas o cabeça de lista, o que pode implicar a anulação do processo em caso de haver necessidade de mudar algum dos elementos.

"Lei Moreira? Nós temos de chegar a isto?", questionou o social democrata.

A intervenção de Paulo Rios foi seguida com visível incómodo na bancada do CDS, de onde Nuno Magalhães. líder parlamentar, perguntou: "Quem tem medo de quê? Quem tem medo da participação dos cidadãos?".

Nuno Magalhães considerou que o debate não é "para fazer ajustes de contas e lamentar dificuldades para encontrar candidaturas para uma Câmara como a do Porto, como o PSD".

Também o PCP é contrário às alterações propostas. António Filipe considera que é criada uma situação de "discriminação positiva" para as candidaturas independentes., em relação aos partidos.

"Reconhecemos o direito à apresentação de candidaturas mas não reconhecemos nenhuma superioridade moral", defendeu o deputado comunista perante aplausos do PSD.

O PS disse "não receber lições" nesta matéria remetendo eventuais acertos para o debate na especialidade para onde baixaram, sem votação, todos os diplomas.

Durante o debate, Susana Amador defendeu que esta é uma "revisão cirúrgica" da lei eleitoral autárquica, para "simplificar o regime", nomeadamente na recolha de assinaturas e substituição de candidatos.

No debate, João Vasconcelos, do BE, defendeu que se trata de "eliminar as desigualdades e reforçar a democracia".» (IN  TSF-21/10/2016)

NB:COMO SE PODE VER O PS, BE E CDS QUEREM FACILITAR AS CANDIDATURAS DE CIDADÃOS, MAS O PSD E A CDU NÃO ESTÃO MUITOS DISPOSTOS A FACILIDADES!