segunda-feira, 30 de junho de 2014

(93)ESTUDO/SAÚDE:COMO VAI A SAÚDE DOS PORTUGUESES?!

[TRAZIDO DO FB:CONTA DA TSF(30/6)] ESTUDO/SAÚDE:OBSERVATÓRIO PORTUGUÊS DOS SISTEMAS DE SAÚDE DIVULGOU UM ESTUDO ONDE REFERE AS PRINCIPAIS CONCLUSÕES A QUE CHEGOU!O QUE TEM A DIZER SOBRE ISTO?! «Governo e UE têm silenciado impacto da crise sobre saúde dos portugueses Publicado hoje às 13:01 O Governo e a União Europeia têm silenciado o impacto da crise sobre a prestação de cuidados e a saúde aos portugueses. Esta é a principal conclusão do relatório de primavera, divulgado hoje , pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde. Em declarações à TSF, José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, considera que as conclusões do relatório vêm confirmar o que tem sido denunciado pela OM José Manuel Silva diz que as falhas apontadas no relatório traduzem a realidade do país No documento, intitulado "Saúde: síndrome de negação", são analisados os últimos quatro anos, nomeadamente o período do programa de ajustamento, e conclui-se que existem sinais de que as autoridades nacionais e internacionais têm feito um «esforço por negar a evidência do impacto da crise sobre a saúde das pessoas, evitando a discussão e adoção de medidas de prevenção», «esquecendo que do outro lado estão pessoas em sofrimento e com desenvolvimento cada vez mais hipotecado». A título de exemplo, o documento aponta o impacto da crise na saúde mental dos portugueses que levou a um aumento da taxa de incidência de depressão, a aumentos do consumo de álcool e cannabis por estudantes do terceiro ciclo e secundário. Relativamente ao suicídio, o observatório destaca como positiva a elaboração do Plano Nacional de Prevenção a ser implementado entre 2013- 2017, chamando, no entanto, à atenção que ainda se está a aguardar a sua passagem ao terreno. As falhas que têm, segundo o documento, sido silenciadas, estendem-se também aos programas de intervenção, nomeadamente em relação aos estilos de vida. Programas que existem, mas que não estão a ser implementados. Este é o caso do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável. A este nível, sublinha-se a eventualidade da quebra no consumo de carne poder estar relacionada, não com uma lógica de alimentação saudável, mas sim com o facto de as pessoas não terem dinheiro para a comprar. Também na política do medicamento são apontados problemas. Apesar de se sublinhar a importância dos genéricos e a diminuição da despesa pública com medicamentos, chama-se a atenção para as dificuldades ao nivel da sua distribuição e acesso dos cidadãos; neste último caso, por falta de recursos financeiros. O relatório refere ainda que, nos últimos anos, as políticas de saúde desinvestiram na descentralização do Serviço Nacional de Saúde interrompendo e até fazendo fazendo regredir este processo. O que se tem verificado, diz o documento, é uma concentração como são exemplos a lei dos compromissos, a burocratização dos processos de aquisição e contratação factores que , pode ler-se , desmotivam , e desresponsabilizam as lideranças na área da saúde . Também ao nível dos cuidados primários são apontados problemas nomeadamente a discrepância entre o o discurso politico, que diz apostar nestes serviços, mas que na prática não o faz uma vez que são conhecidas as dificuldades diárias dos profissionais que acabam por se refletir na prestação de cuidados como são exemplos a insuficiência dos sistemas de informação , a falta de recursos humanos, a fragilidade das unidades da administração central dos sistemas de saúde, dos recursos de assistência partilhados e das equipas médicas de cuidados continuados integrados. O Observatório recorre ainda à síntese de execução orçamental de Abril de 2014 para perguntar porque é que a dívida da saúde continua a aumentar se todas as medidas tomadas pelo tinham e têm como prioridade o equilibrio financeiro do sector . Leonor Ferreira» (ENVIADO POR:PA/DI)

11 comentários:

  1. EM DESTAQUE:RETIRADO DO TEXTO DO POST:

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  2. «O Governo e a União Europeia têm silenciado o impacto da crise sobre a prestação de cuidados e a saúde aos portugueses. Esta é a principal conclusão do relatório de primavera, divulgado hoje , pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde.»

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  3. «(...)são analisados os últimos quatro anos, nomeadamente o período do programa de ajustamento, e conclui-se que existem sinais de que as autoridades nacionais e internacionais têm feito um «esforço por negar a evidência do impacto da crise sobre a saúde das pessoas,(...)»

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  4. «A título de exemplo, o documento aponta o impacto da crise na saúde mental dos portugueses que levou a um aumento da taxa de incidência de depressão, a aumentos do consumo de álcool e cannabis por estudantes do terceiro ciclo e secundário.»

    (MAS AINDA ONTEM O Dr GOULÃO DIZIA NUM JORNAL DIÁRIO QUE "NÃO SE PODER ESTABELECERR NEXOS DE CASUALIDADE ENTRE O CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS ADITIVAS E DESEMPREGO/CRISE:EM QUE FICAMOS?!?)

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  5. «(...)sublinha-se a eventualidade da quebra no consumo de carne poder estar relacionada, não com uma lógica de alimentação saudável, mas sim com o facto de as pessoas não terem dinheiro para a comprar.»

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  6. «Apesar de se sublinhar a importância dos genéricos e a diminuição da despesa pública com medicamentos, chama-se a atenção para as dificuldades ao nivel da sua distribuição e acesso dos cidadãos; neste último caso, por falta de recursos financeiros.»

    (ESTA PREOCUPAÇÃO MERECE AS N/PALMAS:MAS NÃO FALOU NADA DOS ESCÂNDALOS QUE SE TÊM DETECTADO A ESTE NÍVEL?! LAMENTAMOS QUE NEM O Sr BASTONÁRIO TENHA DITO NADA QUE SE VEJA...)

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  7. «O que se tem verificado, diz o documento, é uma concentração como são exemplos a lei dos compromissos, a burocratização dos processos de aquisição e contratação factores que , pode ler-se , desmotivam , e desresponsabilizam as lideranças na área da saúde .»

    (ORA CÁ ESTÁ A BUROCRATIZAÇÃO:O QUE SERIA UM SECTOR PÚBLICO PORTUGUÊS SEM ELA?!?!)

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  8. [TRAZIDO DO JORNAL DE NOTÍCIAS(30/6)]

    ESTUDO/SAÚDE: OS ASPECTOS A MELHORAR NA SAÚDE!

    «RELATÓRIO DA PRIMAVERA 2014

    Resposta na saúde mental ainda é insuficiente

    por Lusa, publicado por ABF

    O Observatório Português de Saúde considera que a resposta dos serviços na área da saúde mental é ainda insuficiente e propõe melhorias na articulação com os cuidados de saúde primários e um sistema menos burocrático.

    De acordo com o Relatório de Primavera 2014 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), que será hoje divulgado, Portugal está perante uma conjugação de fatores desfavoráveis na área da saúde mental, agravada pela resposta insuficiente e sustentada por um sistema de informação "aparentemente medíocre".

    Sublinhando que o Plano Nacional de Saúde Mental (2007-2016) definia um conjunto de áreas prioritárias e ações a desenvolver, o relatório sustenta: "Apesar disso (...), continua a haver um número importante de necessidades não satisfeitas ao nível da organização de serviços, prestação de cuidados e investigação epidemiológica".

    Citando dados do Infarmed e do INE (Instituto Nacional de Estatística), o OPSS chama a atenção para o aumento do consumo de antidepressivos, dos casos de desemprego, da emigração e das famílias a viverem no limiar da pobreza.

    "Estamos, assim, perante um cenário de elevada prevalência base de doença mental, num contexto em que os determinantes sociais de saúde são extremamente desfavoráveis, sendo que normalmente coexistem nas mesmas pessoas potenciando sinergicamente o seu efeito", considera.
    Ainda sobre o consumo de ansiolíticos e hipnóticos, o OPSS salienta que as recentes alterações legislativas sobre a prescrição deste grupo de medicamentos (abolição do uso das prescrições triplas) "poderão condicionar o seu padrão de consumo", pelo que importa caracterizar e estudar o seu impacto na saúde.

    Em relação ao controlo da diabetes, o observatório assinala como positiva a evolução dos indicadores relativos aos resultados ao nível dos registos nos cuidados primários, mas lembra o aumento dos reinternamentos por descompensação/complicações da Diabetes e o aumento das amputações dos membros inferiores, contrariando a tendência de redução que se vinha a verificar.

    As doenças infeciosas são também consideradas das mais sensíveis aos determinantes da saúde afetados pela crise. Assim, como aspetos positivos, o observatório aponta a diminuição do número de casos de infeção e da taxa de mortalidade por VIH/Sida e o decréscimo da taxa de infeção em utilizadores de drogas injetáveis.

    Todavia, contrapõe com "um aumento da taxa de prevalência de infeção por VIH/Sida em populações mais vulneráveis" e "um decréscimo muito acentuado do número de testes rápidos realizados nos CAD".

    Chama ainda a atenção para a "redução acentuada (cerca de 60%) no número de seringas distribuídas entre 2009 e 2012, ao abrigo do programa 'Diz não a uma seringa em 2ª mão'", e para a "redução acentuada (70%) na distribuição gratuita de preservativos masculinos".

    Quanto aos estilos de vida, reconhecem a existência de diversos programas de intervenção -- como o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável e o Regime de Fruta Escolar -, "alinhados com as recomendações internacionais", mas "dotados de escassos recursos humanos e materiais".

    "O facto de os dados indicarem que o consumo alimentar da população portuguesa sofreu alterações com a crise, que se vive no país, pode ter sido esta uma das principais responsáveis por essas alterações", consideram os especialistas do OPSS, sublinhando: "o decréscimo do consumo de proteína de origem animal pode não ser um indicador que segue as lógicas do saudável, mas as lógicas socioeconómicas, ou seja, consomem menos proteína animal, aqueles que não a conseguem comprar". Artigo Parcial»

    (ENVIADO POR:A.M.)

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  9. RETIRADO DO TEXTO:

    Quanto aos estilos de vida, reconhecem a existência de diversos programas de intervenção -- como o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável e o Regime de Fruta Escolar -, "alinhados com as recomendações internacionais", mas "dotados de escassos recursos humanos e materiais".

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  10. LIDO: UE DÁ A PORTUGAL 3MILHÕES DE EUROS PRA OFERECER FRUTA AOS ALUNOS.

    SOBRE GOSTARIA DE SABER QUE ESCOLAS FORAM ABRANGIDAS E APRESENTAR ALGUMAS SUGESTÕES QUE ESTOU CONVENCIDA QUE PODERIAM MELHORAR A ALIMENTAÇÃO DAS CRIANÇAS/ALUNOS.

    ATÉ JÁ!(se...)

    Sou, Profª Assunção Monteiro

    NB:A INICIATIVA IMPLEMENTADA PELO EX-PRESIDENTE DA CÂMARA DE VISEU, PARECE-ME SER UMA BOA MEDIDA E SÓ NÃO SE PERCEBE O PORQUÊ DE OUTRAS CÂMARAS NÃO A ADOPTAM..

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